30 de agosto de 2026
1 E Saulo, ainda respirando ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote,
2 E lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, se encontrasse alguns do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos a Jerusalém.
3 E, indo pelo caminho, aconteceu que se aproximava de Damasco; e, subitamente, uma luz do céu resplandeceu ao redor dele;
4 E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?
5 E ele disse: Quem és, Senhor? E o Senhor disse: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.
6 E ele, tremendo e assombrado, disse: Senhor, que queres que eu faça? E o Senhor lhe disse: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.
7 E os homens que iam com Saulo pararam pasmados, ouvindo a voz, mas não vendo a ninguém.
8 Então Saulo se levantou da terra, e, abrindo os olhos, nada via; e, levando-o pela mão, o conduziram a Damasco.
9 E esteve três dias sem ver, e não comeu, nem bebeu.
10 Havia então um certo discípulo em Damasco, por nome Ananias; e o Senhor lhe disse numa visão: Ananias. E ele disse: Eis-me aqui, Senhor.
11 E o Senhor lhe disse: Levanta-te, e vai à rua que se chama Direita, e procura em casa de Judas um, chamado Saulo, de Tarso; pois eis que ele está orando;
12 E numa visão viu um homem, chamado Ananias, que entrava e lhe impunha as mãos, para que recebesse a vista.
13 Porém Ananias respondeu: Senhor, a muitos ouvi falar dos males que este homem fez aos teus santos em Jerusalém;
14 E aqui tem autoridade dos príncipes dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome.
15 Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios, e reis, e filhos de Israel;
16 Porque lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome.
17 E Ananias foi, e entrou na casa, e impôs sobre ele as mãos, e disse: Saulo, irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que recebas a vista, e sejas cheio do Espírito Santo.
18 E logo caíram-lhe dos olhos uns como escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado.
19 E, tendo comido, recobrou forças. E esteve Saulo alguns dias com os discípulos que estavam em Damasco.
20 E logo nas sinagogas pregava a Jesus, dizendo que este é o Filho de Deus.
21 E todos os que o ouviam ficavam assombrados, e diziam: Não é este aquele que em Jerusalém perseguia os que invocavam este nome, e para isso veio aqui, para os levar presos aos príncipes dos sacerdotes?
22 Mas Saulo se esforçava muito e confundia os judeus que moravam em Damasco, provando que Jesus era o Cristo.
23 E, tendo decorrido muitos dias, os judeus tomaram conselho para o matarem;
24 Mas Saulo soube do seu intento. E eles guardavam também as portas de dia e de noite, para o matar.
25 Porém os seus discípulos o tomaram de noite, e o desceram pelas muralhas dentro de um cesto.
26 E, tendo chegado a Jerusalém, tentava juntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não crendo que era discípulo.
27 Porém Barnabé o tomou, e o levou aos apóstolos, e lhes contou como ele tinha visto o Senhor no caminho, e que lhe tinha falado, e como em Damasco tinha pregado confiadamente no nome de Jesus.
28 E estava com eles em Jerusalém, entrando e saindo,
29 E falava confiadamente no nome do Senhor Jesus, e falava e disputava contra os gregos; mas eles procuravam matá-lo.
30 O que, porém, sabendo os irmãos, o levaram a Cesareia, e o enviaram para Tarso.
31 Assim a igreja em toda a Judeia, Galileia e Samaria tinha paz, e se edificava; e, andando no temor do Senhor e consolada pelo Espírito Santo, se multiplicava.
32 E aconteceu que Pedro, visitando a todos, foi também aos santos que moravam em Lida.
33 E ali achou um homem chamado Enéias, que havia oito anos estava deitado numa cama, porque era paralítico.
34 E Pedro lhe disse: Enéias, Jesus Cristo te cura; levanta-te e arruma a tua cama. E logo se levantou.
35 E viram-no todos os que moravam em Lida e em Sarona; os quais se converteram ao Senhor.
36 Havia também em Jope uma discípula, por nome Tabita, que traduzido quer dizer Gazela; esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia.
37 E aconteceu que naqueles dias adoeceu e morreu; e, lavado o corpo, o puseram num quarto de cima.
38 E, como Lida era perto de Jope, os discípulos, ouvindo que Pedro estava ali, lhe mandaram dois homens, rogando-lhe que não demorasse em vir ter com eles.
39 E Pedro, levantando-se, foi com eles. E, chegando, o levaram ao quarto de cima, e ao redor dele se apresentaram todas as viúvas, chorando e mostrando as túnicas e os vestidos que Tabita fazia enquanto estava com elas.
40 Mas Pedro, fazendo sair a todos, se pôs de joelhos e orou; e, virando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, se sentou.
41 E, dando-lhe a mão, a levantou; e, chamando os santos e as viúvas, a apresentou viva.
42 E isto foi conhecido em toda a Jope; e muitos creram no Senhor.
43 E Pedro ficou muitos dias em Jope, em casa de um curtidor, chamado Simão.
1 Palavras de Agur, filho de Jaque. Homilia. Disse o homem: Cansado estou, ó Deus; cansado estou, e desfaleço.
2 Porque sou mais bruto do que qualquer homem, e não tenho entendimento de homem.
3 Nem aprendi a sabedoria, nem tenho conhecimento do Santo.
4 Quem subiu ao céu e desceu? Quem recolheu o vento no seu punho? Quem enfaixou as águas numa roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho? Certamente o sabes.
5 Toda a palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele.
6 Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso.
7 Duas coisas te pedi; não mas niegues antes que morra:
8 Afasta de mim a vaidade e a palavra falsa; não me dês nem pobreza nem riqueza; alimenta-me com pão da minha porção;
9 Para que, porventura, farto, não te negue, e diga: Quem é o Senhor? Ou, empobrecido, não venha a roubar, e blasfeme contra o nome de meu Deus.
10 Não acuses o servo ao seu senhor, para que não te amaldiçoe, e sejas achado culpado.
11 Há uma geração que amaldiçoa seu pai, e não abençoa sua mãe.
12 Há uma geração que é pura aos seus próprios olhos, porém não se lavou da sua imundícia.
13 Há uma geração de quão altos são os seus olhos! e de quão elevadas as suas pálpebras!
14 Há uma geração cujos dentes são espadas, e cujos molares são facas, para devorar os aflitos da terra, e os necessitados dentre os homens.
15 A sanguessuga tem duas filhas que clamam: Dá, dá. Há três coisas que nunca se fartam; sim, quatro que nunca dizem: Basta:
16 O inferno, e a madre estéril, a terra que não se farta de água, e o fogo que nunca diz: Basta.
17 O olho que zomba de seu pai, e menospreza a obediência a sua mãe, os corvos do vale o arranquem, e as águias o comam.
18 Três coisas me são ocultas; sim, quatro não as posso saber:
19 O caminho da águia no céu, o caminho da serpente sobre a penha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem na mocidade.
20 Tal é o caminho da mulher adúltera; come, e limpa a sua boca, e diz: Nenhum mal cometi.
21 Por três coisas se perturba a terra, e por quatro não o pode suportar:
22 Por um servo quando reina, e um tolo quando se farta de pão;
23 Por uma mulher odiosa quando se casa, e uma serva que herda sua senhora.
24 Quatro coisas há na terra que são pequenas, mas sumamente sábias:
25 As formigas, povo que não é forte, porém que aparelha no verão o seu sustento;
26 Os teucoxins, povo que não é valente, porém que faz a sua casa na penha;
27 Os gafanhotos, que não têm rei, porém saem todos em tropas;
28 A aranha, que com as mãos tece, e está nos palácios dos reis.
29 Há três coisas que têm bom andar, sim, quatro que andam bem:
30 O leão, que é o mais forte entre os animais, e não se volta para ninguém;
31 O galo cingido nos lombos, ou o bode; e o rei contra o qual ninguém se levanta.
32 Se forjaste loucamente te elevando, ou se maquinaste o mal, põe a mão na boca;
33 Porque a pressão do leite produz manteiga, e a pressão do nariz produz sangue; e a pressão da ira produz contenda.
Saulo respirava morte contra discípulos, mas aquele que matava seria o instrumento escolhido de Deus. Transformação absoluta não começa em nós, nem com o dever que pensamos ter; começa quando o Cristo ressurreto nos confronta na estrada donde vínhamos. O que te persigues em ti mesmo Samuel, qual morte você respira sobre suas próprias fraquezas, seu medo de não ser suficiente no negócio, na paternidade, nas vidas que aconsalha? Deus não precisa do seu zelo: precisa do seu rendimento.
Observe Ananias. Recebeu ordem de impor mãos sobre quem matava santos. "Senhor, ouvi dos males que este fez". Mas Deus já conhecia Paulo antes da conversão, e mesmo assim disse: "vai, porque este é para mim instrumento escolhido". Sua obediência não foi em fundamento de visibilidade—Ananias podia morrer. Foi obediência à palavra já falada. No conselho, no negócio, quando a pressão vem e o medo sussurra estratégia, qual palavra de Deus já foi falada sobre você que deve obedecer agora?
Provérbios 30:5 encerra: "Toda palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele." Escudo não é invisibilidade. Escudo é defesa sob assalto. Saulo foi batizado, mas ainda tinha inimigos que procuravam matá-lo. A transformação é completa, a proteção é real, mas a dureza permanece. Sua fé não remove perseguidores; ela o torna capaz de descer pelas muralhas em cesto quando necessário.