Três deals andaram de verdade, um agente novo nasceu pro escritório e duas decisões de infra foram tomadas. O padrão da semana: você produziu muito e deixou pouca coisa na mesa esperando os outros. A cobrança agora vira externa.
Marcos inferidos das notas de projeto e memória da semana.
Contea trouxe a carteira de ~25 mil processos previdenciários e você fechou a arquitetura no mesmo dia: DD em 3 camadas (Datajud 100% grátis, amostra estratificada de 400 a 500 autos, fila de anomalias por valor) que faz R$ 1,40 por processo virar margem em vez de prejuízo. Proposta em 2 frentes: DD R$ 40k + estruturação R$ 52k.
Yaaleh + DoubleBlue, óleo e gás com trava Petrobras. Você adotou a Política de Investimentos como source of truth, corrigiu o PMP de 720 pra 540 dias, limpou resíduos de template e deixou 4 balões de query bem colocados (o limite de 20% por segmento incoerente com a tese O&G foi boa pegada). Docx com track changes no live-artifacts.
Pilar 1 da proposta do Luiz Vasconcelos fechado em 48h: memorando didático de 9 partes, revisão tributária do Rafael incorporada (2º grau, mercado de balcão, IBS/CBS da reforma), suas 5 marcas de resgate e amortização, e o guia visual em PDF na identidade Fialdini. Cliente ex-Tercon, relação que vem sendo construída desde janeiro.
MVP zipado e pronto pra máquina Windows dedicada. DataJud e DJEN já validados de verdade, MNI SOAP montado pra TRF3/TRT2/TRT15 com fallback de browser, guardrails de somente-leitura e auditoria SQLite. Primeiro agente que o escritório opera sem você no loop.
Auditoria do Hermes Deck cravou o número que doeu: construção 9/10, uso 2/10. Plano de 4 fases aprovado. Na Agenda Central, você decidiu o modelo de autonomia por confiança e o calendário Google dedicado "Atlas". E na madrugada de sexta pra sábado saiu um DD novo (Nelson Muzel). Devocional em dia: Atos 5.
Pendências estratégicas que estão criando idade.
A infra de aprovação por WhatsApp existe, audita limpo, e continua sem permissão pra agir. O critério de saída já foi sugerido no próprio plano (7 dias de audit limpo, liga T0-T1 interno). Falta só o sim.
Home no Orbit, HQ vira easter egg, matar telas duplicadas, critério do dry-run. O diagnóstico 9/10 construção vs 2/10 uso só muda quando essas decisões saem. Meia hora resolve.
R$ 8.500 por aluno, 6 semanas, turma prevista pra julho. A memória do projeto não foi tocada nesta semana. Ou o launch acontece agora, ou o prazo desliza mais um trimestre sem decisão consciente.
Senhas PJe e e-SAJ, seletores de browser escritos às cegas pra validar headful, schtasks de 07h30 e 14h30. Enquanto isso não roda, o agente é um zip.
Dois itens pequenos de decisão que ficam ocupando slot mental. Um "escolhi essa" e um "hold confirmado até setembro" limpam a fila.
Onde a semana gerou munição e ninguém puxou o gatilho.
Na arquitetura do FIDC Honorários você mesmo identificou o upside: monitoramento pós-cessão da carteira sob a Res. CVM 175 vira receita recorrente em cima da mesma infraestrutura de DD. Isso não entrou na proposta de R$ 92k como opção precificada. É a diferença entre um projeto e um contrato mensal com a Contea.
Memorando entregue com elogio implícito (o TAX revisou, consolidou, virou deck). O momento natural de emendar o credenciamento CVM da gestora (pilar 2 da proposta, escopo bem maior que 16h/mês) é agora, com o cliente quente. E a Kanastra, que comprou a Tercon dele e já tem parceria com o escritório, é o multiplicador desse case pra outros gestores de FII.
Guia didático de FII com deck visual, DD de 25 mil processos com IA por R$ 1,40 cada, agente de tribunais rodando em Windows de escritório. Qualquer um desses vira post de LinkedIn na tese "advogado que constrói". A ambição de imagem digital está no seu perfil desde sempre e a matéria-prima morreu no live-artifacts.
O próprio diagnóstico do Hermes Deck nomeou o padrão: entrada difícil, observação sem ação, superfícies competindo. O custo não é o tempo de build (isso você faz rápido), é o ciclo de atenção que cada superfície nova rouba das que já estão prontas pra dar retorno.
Top 3, na ordem. O resto espera.
O regulamento revisado está pronto desde quinta. Segunda cedo: envia pra Yaaleh/DoubleBlue com prazo sugerido pras queries (limite de 20% por segmento, mínimo a performar, alienação fiduciária, percentual sem coobrigação) e destrava as taxas com QITech.
Por quê: entregável pronto parado é a alavanca mais barata da lista. Um email fecha o loop.
Confirmar aceite da proposta de R$ 92k, pedir o acesso real aos dados e a planilha atualizada do cedente, bater a decisão LGPD (processamento local no Mini) e apresentar o monitoramento pós-cessão como módulo opcional recorrente.
Por quê: maior ticket novo do trimestre e a chance de transformar DD pontual em receita mensal.
Julho é o mês da turma 1. Decide: lança com data e primeiro post de captação, ou adia formalmente pra setembro e libera a cabeça. Na mesma sentada, marca os 4 checkboxes do Hermes Deck e tira a autonomia do dry-run com o critério de 7 dias.
Por quê: são as duas decisões que travam mais valor por minuto de decisão na sua fila inteira.
Você fechou a semana com três entregas de nível sênior e uma fábrica de agentes rodando. O gargalo não é produção, é despacho: mandar, cobrar, precificar e publicar o que já existe. Semana que vem, menos build, mais botão de enviar.